Na última terça-feira (23), o telescópio Hubble comemorou seu 28º aniversário de lançamento. Para celebrar, a NASA publicou uma fabulosa imagem da Nabulosa Laguna, capturada pelo aniversariante. Ela fica a 4 mil anos luz da Terra, e isso é uma boa amostra da capacidade do Hubble.

Entre algumas descobertas interessantes desse telescópio são as imagens que revelam a existência de muito mais galáxias no universo do que se pensava; a presença de objetos bem diferentes no Sistema Solar; uma cena que pode ser tão antiga quanto o próprio universo; e o início da movimentação de um buraco negro que é um milhão de vezes maior que o sol.

Lançado em 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery, ele permitiu que a humanidade conseguisse obter fotos do universo como nunca antes. Não só isso, ele trouxe fotos mais precisas de galáxias e estrelas distantes e, pela primeira vez, foi possível estudar estruturas do Universo até então desconhecidas ou pouco observadas.

Por isso, o Hubble, nos deu uma nova visão do universo, e é considerado um salto equivalente que tivemos quando surgiu a luneta de Galileu Galilei no século XVII.

Embora tenha “apenas” 28 anos, ele foi concebido em 1946, projetado e construído nos anos 70 e 80 e colocado em funcionamento apenas na década de 1990. Seu nome é em homenagem a Edwin Powell Hubble, que revolucionou a Astronomia ao constatar que o Universo estava se expandindo.

Confira abaixo algumas das fotografias mais famosas do Hubble.

Pilares da Criação” mostrando a Nebulosa da Águia, uma das mais conhecidas imagens do Hubble (Foto: Divulgação)
O planeta Marte visto pelo Hubble (Foto: Divulgação)
A nebulosa planetária M2-9 (Foto: Divulgação)
Galáxias Antennae em interação (Foto: Divulgação)
Efeito de lente gravitacional (Foto: Divulgação)
Nebulosa Olho de Gato (Foto: Divulgação)
Eco de luz em torno de V838 Monocerotis (Foto: Divulgação)
Auroras em Saturno (Foto: Divulgação)

Ele está na órbita do nosso planeta e completa uma volta a cada 97 minutos, recebendo raios de luz que são interpretadas pelos seus instrumentos. Após, esses dados são enviados à Terra. Mas nem sempre foi assim – no início era tudo armazenados na nave, em fitas cassete. Esse equipamento foi substituído por dispositivos não-mecânicos durante missões de assistência a partir de 1997.

Todos os dados do Hubble são eventualmente disponibilizados ao público através de websites do STSI, CADC e ESO. Porém, o acesso a esses dados é exclusivo durante um ano ao “Investigador Principal” e alguns outros astrônomos por ele designados.

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